
A indiferença hoje é certeza,
No fim destra outra frase está a resposta àquela questão,
A indiferença caiu no óbvio,
E assim se completa mais uma rotina.
À noite,
Quando se chega a casa,
Com os corpos cansados,
Do trabalho árduo,
Que atarefado dia aquele.
As roupas já sujas,
Caem no chão,
na dúvida de serem apanhadas.
Blusas suadas,
Daquele líquido,
Que é o suor.
Que cheiro atroz.
Corpos cansados e doridos das tarefas,
Deitam-se no sofá,
Contestando algumas cenas já passadas.
Falam sozinhos a pensar que são ouvidos,
A solidão tem cura comprovada.
Contínuos batimentos cardíacos,
Fazem da dúvida a certeza de uma Vida.
Ideias que me surgem num carro,
No meio de uma estrada,
Que não parece ter fim,
Não confirmam as dúvidas que sinto,
Ou que tenho.
Enquanto penso,
Não reparo na destruição,
Que se pratica nessas ruas.
Violentamente viro a cara,
De rompante,
Reparo que o carro parrou,
Chegámos a uma rua com fim delimitado,
Tinha-mos chegado a casa…