segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Sentir" o que desconheço:

Digo eu que não sinto...
Ou que deixei de sentir.
O problema é este sentir demais,
Este entender de menos.

Eu já não me sei ler,
Não me identifico
Com mover de corpo,
Um olhar de gente,
Porque se fui gente...
Hoje não sei já o que sou!

Perco-me dentro de mim
E anda às voltas
Sem que o rumo se encontre...
E sem que o corpo
Se alinhe com a alma,
O respirar com o bater.

Enquanto se perde
Alguém dentro de mim...
Quero eu também perder-me
Dentro de alguém!

Quero ter esse alguém!
Um ombro,
Uma carne que me sustente
E que me alimente
Este desnorteio.

Encostar a cabeça
E beijar esses lábios
Que eu não conheço,
Para que te conheça num beijo
E nas palavras que não dizemos.

Quero o silêncio
E depois o som
Numa constante,
Quero calma
E quero gritos dentro de mim.!

Vou-te encontrar
E depois encontrar-me dentro de ti,
Porque vou pertencer-te
Num beijo que se infinite
E num abraço que de desconhecido
Se conheça...

Vem!
Vem agora vem,
Ou se quiseres espera,
Espera que eu chegue,
Que eu te chegue
Nessa hora predefinida.

Se a soubesse,
Se te soubesse…


segunda-feira, 2 de março de 2015

Tempo infinito:




Torno o tempo infinito,
Na esperança que chegue
Para nós!

Mas porque me engano
Nestas tentativas…
Não há tempo que chegue!
Pois todo eu sou insaciável,
Incontrolável...

Neste mundo
Onde nem há hora, nem minuto,
Nem segundo,
Não há tempo portanto,
Só momento.

Quero te numa hora infinita…
Não que a hora infinita seja,
Não tolero
Mais horas sem ti!

Sem presença corporal,
Carnal.
Quero querendo muito,
Nesta hora em que amo,
Amando muito.

Volta hoje!
Não quero esperar
Nem mais dois dias...
Não quero mais tempo,
Só mesmo um momento contigo,
Num espaço
Onde caibamos só os dois…

E neste jeito possessivo,
Vou-te querendo
Cada vez mais.

Um querer onde,
Só há medo
Pelo verbo…
Medo que as letras,
Já não aguentem
Este sentimento!

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