terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dois género, uma alma só:
























Escrevo sem tema aparente,
Sem pensar muito.
Escrevo apenas para ti,
Tu que me pedes poemas,
Estes poemas que nem sei
Como nascem!


Talvez nasçam de querer puder mostrar-te
o melhor de mim,
De não sabendo como ser-se assim,
e ser-se mesmo não se sendo!
Fico-me por dizê-lo,
por simplificá-lo
e por senti-lo...

Sentir,
Não falemos em sentir!
Que sentir tão fraco o meu,
Tão diminuto...
Mas quero puder,
Quero entender,
Quero escrever….
Escrever-te versos infinitos
Sem fim, sem norte, sem coordenadas geográficas,
Só versos, eu e tu!

E o mundo é cada vez mais nosso,
nesta paixão que partilhamos sem medo!
Corro as palavras certas para puder dirigir-me a ti,
Nunca nada será o suficiente para poder descrevê-lo assim.

Não o descrevas,
Sente-o!
Já que o teu sentir ainda anda,
O meu rasteja,
Num passo baixo,
Fraco!
  
 Levanta esse sentimento
e não te deixes invadir por esse vazio
que te atinge o ser e não te deixa viver...
agora tens-me aqui,
não é muito o que te posso dar,
mas espero que seja o suficiente
para que te possa fazer voltar a sonhar!

Sonhar ainda posso contigo,
Juntos vamos escrevendo,
Entendendo as nossas mentes
Que nasceram para se juntar,
Escrever, nunca parar
Pouco errar,
Para tudo amar, olhar, cheirar….
Faltam verbos talvez,
Falta algo!

Saber que faltará sempre qualquer coisa
e a importância que daremos a isso será nula.
Restará sempre a vontade de escrever,
a vontade de estar e a vontade de ser.
Neste papel partilho contigo a melhor maneira
de me expressar
e é nesta noite que termino
a dizer que valeu a pena começar!

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