quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A chorar te vi:

O claro
Nunca foi óbvio,
Pois o óbvio,
Não claro o foi.

Choro cai,
No teu rosto pálido,
Já roxo,
Já triste...

O lenço dança
Em redor dos olhos,
Mas move-se mal,
Mexe-se pouco...

Limpas as lágrimas,
Límpidas do choro,
Algumas já jazem no chão,
Outras permanecem no rosto.

Vejo-te a chorar,
Mas tu me negas,
Tu mentes,
E sem me olhar,
Tão pouco sentes.

Olhos quentes,
Dementes
Pois já não vês,
Tu já não medes
Os actos...

Já nem sentes tão pouco,
Tu nem me vês.
Pois eu nunca fui,
Eu nunca serei,
Presença constante em ti!


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