
O claro
Nunca foi óbvio,
Pois o óbvio,
Não claro o foi.
Choro cai,
No teu rosto
pálido,
Já roxo,
Já triste...
O lenço dança
Em redor dos
olhos,
Mas move-se mal,
Mexe-se pouco...
Limpas as
lágrimas,
Límpidas do choro,
Algumas já jazem
no chão,
Outras permanecem
no rosto.
Vejo-te a chorar,
Mas tu me negas,
Tu mentes,
E sem me olhar,
Tão pouco sentes.
Olhos quentes,
Dementes
Pois já não vês,
Tu já não medes
Os actos...
Já nem sentes tão
pouco,
Tu nem me vês.
Pois eu nunca fui,
Eu nunca serei,
Presença
constante em ti!
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