sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Amor ausente...

Já te olho por engano,
Com ar de respeito,
Em tom de revolta,
Num acto de instinto.

Tornou-se hábito,
Amor fez isto,
Amar fez-me disto,
Chorar fez-me a mim,
Criou mente presente...

A desilusão é tamanha,
Surge em cada hora
Em cada segundo
Dia, hora, minuto
Segundo...
É Todo o tempo teu...

Deparo-me a pensar no teu sorriso,
Na tua cara pouca vista,
Muito falada,
Tanto amada.

Sento-me a chorar na praia
Sem rumo,
Sem destino.
Apenas...
A amar o desconhecido,
A amar-te a ti...


Que amor tão ausente...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Adormecer a escrever...

É meia noite e meia,
Penso que seja,
Pois os olhos já dormem,
O corpo vai adormecendo na secretária,
Ao som da música,
Ao som do vento que sopra lá fora.

Ao som de um ritmo
Palavras vagas surgem.
Vou ficando dormente,
Mas poesia é agora quente,
Fervente...

Há noite surgem as melhores rimas,
Fogem  demasiadas conversas,
Fala-se muito,
E mente-se tão pouco!

Já não leio,
Passo os olhos apenas,
Os quais dormiam,
Os que agora dormem,
Lêem e morrem.

Poema matematicamente pensado,
Rima simetricamente concentrada,
Tudo perfeito...
Apenas o homem a destoar
Um conjunto,
A perfeição pura!

Canso-me,
Cansam-se os dedos de escrever,
Cansa-se a alma de sofrer,
Acaba-se o amor,
Ele acabou de morrer...

Morreu amor,
Morreu alma,
Só falta o homem,
Mas esse não falha,
Ou falha sempre,
Ou nunca... falha.

Pesquisas neste blogue