sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Água que tanto sofre:



Olhos já choram,
Perpetuam-se
Num choro sem fim,
Num lago sem fundo.

Dor saturada em água,
Pois os líquidos também sentem,
Comovem os estranhos,
Mobilizam-te amor...

Faço-te a questão
Em tom de poesia,
Amor será que me ouves,
Amor quero-te um dia...

Nem sei se o dia,
Nem sei se a noite,
Foi criada para mim,
Se há mundo para nós,
Para ti, amor profundo!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

És cigarro que me mata:

Histórias soltam,
O homem
Que se esconde
De si,
Da sua própria pessoa...

Sinto,
Consinto.
E o tempo passa,
E o tempo urge
Como vento,
Como chuva.

E tu foges,
Como cigarro
Que fumo,
E que acaba,
Com a beata
No chão perdida...

Solta-se o fumo no ar,
Mais um cigarro
Que se acaba,
Mais um homem que se perde!

Cigarro é como tu,
Dá-me tanto prazer,
Mas mata-me
Aos poucos, devagarinho.

Os sentimentos
São algo frágeis,
E por muito que prováveis,
Sofrem,
Morrem com o amor...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A chorar te vi:

O claro
Nunca foi óbvio,
Pois o óbvio,
Não claro o foi.

Choro cai,
No teu rosto pálido,
Já roxo,
Já triste...

O lenço dança
Em redor dos olhos,
Mas move-se mal,
Mexe-se pouco...

Limpas as lágrimas,
Límpidas do choro,
Algumas já jazem no chão,
Outras permanecem no rosto.

Vejo-te a chorar,
Mas tu me negas,
Tu mentes,
E sem me olhar,
Tão pouco sentes.

Olhos quentes,
Dementes
Pois já não vês,
Tu já não medes
Os actos...

Já nem sentes tão pouco,
Tu nem me vês.
Pois eu nunca fui,
Eu nunca serei,
Presença constante em ti!


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Corpo meu, já não te domino:

Já não domino o meu corpo,
Já não controlo
Capa assente em mim,
Já não me vejo bem assim...

Fraquejo já,
Já falho,
Porque tudo era claro,
Agora tudo
É mais diferente.

O sentir já apurado,
O amar bastante
Acabado,
Ou até destruído,
Corpo já te sentes,
Corpo já desistes...

Não desistas meu corpo,
Não acabes sozinho,
Força eu ajudo,
Força eu domino.

A mente já fraca,
Só serve,
E escreve poesia.
Esqueleto já só anda,
Corpo se levanta,
Do chão,
Onde sempre
Esteve caído!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Meu amor, só tu me foges...

Foge-me a alma
ao relento,
Ao frio da noite,
Ao frio do mar.

Foges tu também,
Ao som do vento...

Corro pela arreia densa
A chorar pelo meu amor,
A chorar por ti,
A chorar por te ter que amar!

Puro amor.
Verdadeiro...
Só tu mentes,
Apenas tu finges!

Farsas,
Amores imaginados
Por mim,
Amores sem existência.

Mas,
Se um dia
Vires estas palavras,
Ou se alguém te as mostrar,
Fica aquilo o apelo,
Hoje e sempre
Te irei amar...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vício de amar...

Diz-me que vale a pena,
Lutar por ti agora.
Diz-me o quanto vales,
Diz-me o quanto me adoras.

Fala comigo também,
Não terei de ser o único
Nesta luta,
Ama comigo,
Pois já me farto de amar sozinho!

Concentra-te nos meus olhos,
Entretanto dá-me a tua boca,
Chupa-me o sangue também,
Pois amor deixa gente louca...

Corta-me o ar
Enquanto tu passas,
Se passares bem perto,
O teu corpo mata...

Que vício este amor,
Que dor tão intensa...
Prazer é sublime,
A alma,
Já não interessa...

O corpo
Já nem sofre,
Já sofreu mais do que devia,
Portanto mata-me se preciso,
Mas deixa-me amar-te hoje,
Deixa-me amar-te um dia!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Amor ausente...

Já te olho por engano,
Com ar de respeito,
Em tom de revolta,
Num acto de instinto.

Tornou-se hábito,
Amor fez isto,
Amar fez-me disto,
Chorar fez-me a mim,
Criou mente presente...

A desilusão é tamanha,
Surge em cada hora
Em cada segundo
Dia, hora, minuto
Segundo...
É Todo o tempo teu...

Deparo-me a pensar no teu sorriso,
Na tua cara pouca vista,
Muito falada,
Tanto amada.

Sento-me a chorar na praia
Sem rumo,
Sem destino.
Apenas...
A amar o desconhecido,
A amar-te a ti...


Que amor tão ausente...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Adormecer a escrever...

É meia noite e meia,
Penso que seja,
Pois os olhos já dormem,
O corpo vai adormecendo na secretária,
Ao som da música,
Ao som do vento que sopra lá fora.

Ao som de um ritmo
Palavras vagas surgem.
Vou ficando dormente,
Mas poesia é agora quente,
Fervente...

Há noite surgem as melhores rimas,
Fogem  demasiadas conversas,
Fala-se muito,
E mente-se tão pouco!

Já não leio,
Passo os olhos apenas,
Os quais dormiam,
Os que agora dormem,
Lêem e morrem.

Poema matematicamente pensado,
Rima simetricamente concentrada,
Tudo perfeito...
Apenas o homem a destoar
Um conjunto,
A perfeição pura!

Canso-me,
Cansam-se os dedos de escrever,
Cansa-se a alma de sofrer,
Acaba-se o amor,
Ele acabou de morrer...

Morreu amor,
Morreu alma,
Só falta o homem,
Mas esse não falha,
Ou falha sempre,
Ou nunca... falha.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A fugir de Ti...

Fujo do sentimento,
Fujo da noite,
Como o lobo foge do dia.
Fujo de ti,
Pois sei o que antes
Não sabia.

Corro a teu lado,
Mas fico sempre longe,
Nego a necessidade já óbvia.
Fico-me pelas letras,
Sempre me foram
Mais leais...

Mas um dia,
Em sonhos talvez,
Ou se possível
Em vida futura...
Irei ser teu
E tu...
Minha diva!

Sonho apenas,
Pois a realidade
Caiu hoje.
E tudo o resto é fantasia,
Contos para me rir
E apenas sentir,

O amor de alguém cá perto...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sentimentos ao pôr do sol...

Não sei
Porque estou numa praia ao relento,
Nem sei o que faço
Aqui deitado...

Só sei,
Que tudo o que resta
é presente,
E tudo o que foi,
É passado...

Fico sentado a pensar,
Nestas dunas
Arenosas como tu.
Tendo e gosto em ficar,
Com teu corpo quente e nu.

Escreve e sente a minha alma,
Que já se despe
De sentimento...
Sou puro e é simples a palavra,
É poeta que merece respeito.

Sonho contigo,
Nesta vida,
Que se vive acordado.
Sinto, mas imagino apenas,
Eu e tu, aqui tão perto,
Enamorados.

Olho o mar...
O atlântico já não é
O que era,
Mas permanece límpido.
Assim como teus olhos,
E teus abraços...

Será que um dia,
Todo o sonho
Se realizará,
Ou a imaginação
Ficará apenas,
Onde está!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Amor numa Vida...


Vida
Corre vida, corre,
Vida rápido, corre...

Passa
Longe vida, passa.
Passa perto,
Morte triste.

Pensa o homem,
Em que a vida desvanece.
Corre triste vida,
Vida triste corre,
Corre também a sina...

Vive-se o dia
Bem perto,
Morre-se de tristeza
Bem longe.

Amor,
Passa-me a vida rápido.
Amor,
Dá-me vida hoje.

Beijos na noite curta,
Corpos em ruas estreita,
Consumam-se corpos,
Amam-se os dois.

Vamos correr amor,
Corre comigo esta vida.
E mais tarde andamos,
Minha amada, minha linda...

É hoje que nos amamos,
Ainda hoje nos conhecemos,
Não percamos tempo amor,
Vamos viver o tempo,
Eu contigo e tu comigo,
Assim vivemos,
Um dia por fim...

Morremos.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Verdade louca...

Tudo enloqueceu,
Só fiquei eu
Para contar esta aventura,
Esta história da loucura.

Pensava eu,
Que maluco era,
Que maluco estava,
Que tivera enloquecido também.

O normal era eu,
Sempre a pensar no conjunto,
No meu e teu,
No nosso e vosso.

Sabia que o certo era cruel,
E a verdade
Era pura loucura,
Era pura doença.

Mas o amor assim me fez,
Fez de mim rapaz crédulo,
Frio e mudo,
Quente e bravo
Nas situações mais obscuras.

Agora falo eu,
Uma vez te dissera,
Falava coração meu,
Na pura lua e quimera.

Falso e simples
Sempre o era,
Se falasse contigo,
Fazendo tudo o que dissera,
Tudo o que pensava.

Pensei que tudo aquilo chegava,
Que era suficiente,
Bastava,
Vejam agora o inocente
Que com palavras se esforça
E esforçava,
Com a lua e sol recitava,
Poema, verso, rima...

Penso tudo o que pensava,
Mato tudo o que beijava,
Como tudo o ficava,
Deixo aquilo que tanto amava...

O final agora quente,
O início sempre frio fôra,
Fala coração fervente,
No final por fim, voa.

Coração agora sofre,
Não tanto como sofrias,
Mantém-te hirte e forte,
Que tudo é farsa como sabias... 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Verdadeiro sentimento...

Espero,
Desespero a pensar,
A mutilar a mente
Por um sentimento completo...

Amo,
Desengano o corpo
Daquele vício,
Daquele cigarro sedativo,
Daquela doença que é o amor.

Gosto,
Aprendi a gostar muito,
A sentir tanto,
Que do choro
Se vai o amor.

Choro,
Páro de chorar
De repente,
Sinto o medo
Está fervente,
Que demente coração.

Depressão
Não conquisto,
Tudo o que sinto
Dispo,
Tudo o que vem
Pressinto,

O corpo
Calejou,
Tudo o que vêem
É o que sou,
Tudo o que sou,
É o que vivo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Desejo insaciável...


Vejo,
Reparo nos outros
Acompanhados,
Eu sozinho.
Solidão apoderou-se do corpo...

Sozinho estou
Nesta vida,
Neste sonho pequeno,
Neste caminho sem nexo.

Viagens ao passado
Fazem lembrar
Amores imperfeitos,
Caminhos destroçados
Por outros,
Por estranhos amigos...

Penso
Sem pensar no sentido,
Sonho sem sonhar
Perdido...

Desejo é fome
Que se levanta,
E apenas descansa
Quando escrevo poesia...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vida presente...


Tarde solarenga,
O sol bate nas paredes
Do quarto,
Quebra a solidão,
Quebra o escuro...

Escrevo lentamente
No caderno,
Já esquecido,
O tempo passou,
Poeta emigrou.

Bloco já acabado,
Rasurado.
Pintado pelas mais
Inexplicáveis,
Poesias, rimas, histórias...

Risos
Destroem as tristezas,
Que se perdem,
Que se esquecem
A lembrar.

Lembranças
de um tempo fugaz,
Mas capaz,
De fazer homem feliz

Tempo faz-me esquecer
O amor perdido,
Consentido,
Todo o dia lembrado...

Passado,
Tempo inalcançável,
Futuro,
Tempo incerto,
Presente,
Tempo que vivo!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A verdade do tempo que passou...


O tempo passou,
Coração morre de saudade,
Alma sente necessidade,
Corpo dói de sentir dor...

Olho,
Desolho do teu olhar quente,
Alma fria ao relento,
Corpo belo ao descoberto.

Agora,
Sinto a dor já perdida,
Amada pouco esquecida,
Nestas horas de Verão...

Pensei não pensar,
Sentir pouco
E não chorar,
Enganar-me sem custar...

Tudo farsa,
Tudo jogo de cabeça,
Mostrando aquilo que sou,
Escondendo aquilo que sinto...

terça-feira, 9 de abril de 2013


O começo,
É o mais difícil
De alcançar,
De atingir,
De começar a fluir...

Flui poema,
Flui da veia  que se esmera,
E desepera,
Para trazer o sangue à mente.

Está no sangue,
Esta sina
Que se apresenta,
Que se escreve sem parar.

Depois do começo,
Tudo sai,
Escrita pura,
Mão dormente,
Mexe-se...

Escreve a mão,
Que pára somente
no início,
no começo do poema...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sussuro ao ter ser


Sussuro para ti,
Falo baixo,
Em segredo
Para ninguém ouvir,
Para te ficarem palavras no ouvido...

Escutas atenta
Cada palavra,
Letra.
Métrica que surge
Em melodia...

Amo-te,
Palavras combinam
A serenata
Que te irei cantar,
Ou falar,
Se faltar tal coragem...

Coro ao luar da lua,
Que se despe em meu redor,
E chora,
Como o granizo que cai do céu...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Perfeita, aquela pele...
















Pele perfeita,
Mãos ardentes,
Corpo fervente,
Olhos de lua...

Primavera fresca
Que se escreve,
Nas curvas
De uma beleza,
Étima e pura.

Nestas esquinas
Em que me vejo,
Nas ruas desesperadamente
Loucas,
Da cidade...

Corre a água,
Que no rio escorre,
Que na rua se vê,
Que na chuva cai.

Vida fechada em caixa,
Fechada em punho,
Cerrada em mãos,
Semeada em morte...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Só palavras, não chegam...




















Não chegam,
Só palavras
Não escrevem
O que sinto...

Não chega
Só sentir,
Para o destinatário
Conseguir,
Encontrar-se comigo...

Tudo,
Não chega,
Para escrever
Em poesia.

Só apenas
É preciso,
Encantar,
Quem atento nos escuta...

Viver
Para pensar.
Reflectir
Para chorar...

Tudo,
Só chega o nada,
Só chega
A impossibilidade
De acontecer,
De  proceder tal acto...



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pureza de tal... Natureza


Natureza,
Tal beleza primaveril,
Me faz acordar
Deste sonho feliz e presente...

Sonho com mar
Sol e Terra,
Campos que na sua verdura
Se completam e relacionam
Num ambiente já descrito.

De pura natureza
Se fala nesta descrição,
Que sobeja tal amada,
E a recorda sem lembrar...

Recordo portanto
Tal infância,
No tempo perdida
Hoje recordada...

Se um dia
Fosse pensada,
Nestes ambientes
Tal amada seria,
Também conquistada
Por tais poemas,
Por tal poeta…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Morri ontem...


Morri ontem,       
Hoje fujo da realidade,
As lágrimas secaram enfim,
Ficou a ferida, a sofrer...

Amor é hoje
Frio,
É ferida que ficou na alma,
Que dói, que se propaga e faz sentir.

Rio mas minto,
Sofro falando,
Verdadeiras palavras surgem,
Afirmações concretas.

Amadas.
Não existem amadas
Neste mundo que se vive,
Nestas horas em que se morre...

Não sei se vivo ou morro,
Se continue ou se pare,
Não sei o que fazer…

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Amor que (findou)...


Acabaram hoje
Os sentimentos concretos,
Os quais sentia...

Se dissesse que o amor acabou,
A falar mentia,
Quando apenas findou,
Um amor que não sentia...

Sentido por mim seria
Mas não por amada feminina.
Que me feriu
Hoje,
De punho e faca fria.

Na sinceridade das palavras,
Ouvi algo que me chocou
E alertou,
Para algo que não via.

Mas a crueldade de tais palavras,
Assustou alguém que não tem medo,
Sentido imensa dor
Fugi desta história, que guardarei em segredo...

Em segredo se não o virem
Tal poema que aqui está,
E que apenas guardará
Episódios desta vida.

Se me fizeram sofrer.
Digo que sim
A isso mesmo.

Pois também têm de ver
A dor que sinto...
Coração não pares de sofrer,
Se parares é porque minto.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

No sigílo das palavras...


Escrevo versos,
Palavras que parecem descobrir
os sentimento que guardo,
Que sinto dentro de mim.

A magia das palavras.
Da conjugação
Sublime e doce.
Surge na latência de um acto,
De um mexer de uma mão...

É poema que nasce
Destas criações,
Que parecem crescer,
Ou morrer,
Consoante a idade em que se escreve.

Meu amor que só tu és.
Amada que em mim serás.
Revejo em ti desejos e prazeres.
Teus cabelos entrançados,
Acusam a tua beleza natural...

Ambíguos olhares trocados,
Mantêm uma relação.
O amor reina nesta poesia,
-
Transforma desejo em português,
Em letras que se amam, compreendem...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Recordar...


Mentes perdidas
Frases esquecidas,
Num dia de frio,
À lareira.

Caras lembradas,
Mentes esvoaçadas,
Vagueiam
No calor esquecido.

Passeios pelas ruas da cidade
Fazem lembrar
Recordar,
Tempos já vividos...

É bonito lembrar,
Recordar lembranças
Já esquecidas,
Ou apenas perdidas,
Num dia mais triste.

Viajo nestas palavras,
Frases que por mim passam despercebidas,
Alimento esta fome já negra...

Escrever para esquecer
Episódios da Vida.
Desta vida que por ti passa.
Torna a memória escassa,
E comove o coração...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Amor constante (M)...


Descansava na sala,
Sentado.
Era janeiro,
Dia 3,
Quinta-feira tardia.

Entraste pela porta,
Só tu,
Ouvi o teu nome,
Chamaram-te de Marta,
Eras Marta,
Sempre serás…

Mentindo, imagino a tua entrada,
Solitária,
Nas portas que eram brancas
De madeira.

Chamaram-te...
Refugiei-me num olhar fixo, atento
Mas desatento quando te ouvia.
Falavas pausadamente,
Era doce o teu carácter,
Tua voz quente…

Pensei em não olhar,
Em recusar um pensamento constante,
Contínuo
Que me é presente,
Que me conhece e me faz pensar.

Na resistência de um acto,
Tive que olhar a Deusa
Que me conquistou
E me conquista,
Que me ama em poemas...

Quebrou-se o acto
Tal qual o aço também parte,
Quebra tudo
Tudo parte.

Este amor não parte,
É elasticidade que se move
Que se testa pela resistência,
Do que nos é dito,
Do que dói...

A pureza desta loucura,
De quem chamem amor
É chama que não arde,
Mas queima quem ama,
Quem nos faz amar...

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