
É meia noite e
meia,
Penso que seja,
Pois os olhos já
dormem,
O corpo vai
adormecendo na secretária,
Ao som da música,
Ao som do vento
que sopra lá fora.
Ao som de um
ritmo
Palavras vagas
surgem.
Vou ficando
dormente,
Mas poesia é
agora quente,
Fervente...
Há noite surgem
as melhores rimas,
Fogem demasiadas conversas,
Fala-se muito,
E mente-se tão
pouco!
Já não leio,
Passo os olhos
apenas,
Os quais dormiam,
Os que agora
dormem,
Lêem e morrem.
Poema
matematicamente pensado,
Rima
simetricamente concentrada,
Tudo perfeito...
Apenas o homem a
destoar
Um conjunto,
A perfeição pura!
Canso-me,
Cansam-se os
dedos de escrever,
Cansa-se a alma
de sofrer,
Acaba-se o amor,
Ele acabou de
morrer...
Morreu amor,
Morreu alma,
Só falta o homem,
Mas esse não
falha,
Ou falha sempre,
Ou nunca... falha.
Sem comentários:
Enviar um comentário