segunda-feira, 16 de julho de 2012

Não negues esses versos:


 http://www.evora.net/bpe/Linfo/images/3_escrever.jpg

Não negues os versos,
Que te caem do céu,
Em forma de lápides cristalizadas.

Estas palavras só me surge,
No calor das estações,
Quando as frases se juntam,
Culminam num poema,
Tão incredulamente verdadeiro.

Inspiração surge assim dilatada,
Resultando em criações absurdas,
E por vezes intituláveis.

Pegando numa folha já meio rasurada,
Anseio pelo movimento da minha mão.
Sem me mexer,
Apenas imagino,
Palavras já sem sentido.

Quando olho para folhas,
A inspiração assim se vai,
Ela só surge em locais inóspitos.

Sem me desculpar,
A mão já se mexia,
E assim escrevia,
Aquelas lindas palavras,
Que agora…
Já são poema!

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