quinta-feira, 6 de março de 2014

Nunca amem como eu:

Morro hoje,
Se é que
Não morri já,
Se é que alguma vez vivi,
Concretamente!

Desilusões,
Emoções quentes à misturas
São como fogo
“Que não se vê
E tanto arde”...

É dor,
Toda ela já sentida,
Já tão concentrada,
Já tão sofrida.

Já nem tento,
Pois está morto
O alento,
Disperso
Desta função.

Há quem viva no engano,
Eu já vivo no desengano
O engano já é concreto,
Presente, real...

Que tarefa esta,
Corpo este ,
Trabalhado,
A toda a hora massacrado,
Para um dia te beijar...

Minto e riu
A sonhar,
Pois só isso,
Já só isso posso,
Já só assim te “tenho”!

Amar,
Ohh que amar bruto o meu
Agora um conselho, um aviso:
Nunca amem como eu

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